terça-feira, 12 de abril de 2011

Eita semana...

Boa tarde Ami-vizinhas que adoroooooo
Eu correndo de novo né, então.....  Encomendassss encomendas....
O que fizeram com o meu tempo? Aff ele podia ter pelo menos 30hrs, kakakka
Hoje estou com as mordidas do Dr.Feroz-junior melhor, o braço deu uma desinchada , só ficou os furinhos dos dentes os arranhões e tudo um pouco roxo, kakakakka.
Quanto á RA nem preciso dizer está pessima e acreditem, eu engordei 1,4 gramas de sabado até hoje.
Estou tristerrríma por isso, mais é bom pra aprender sua " BOBA COMILONA"!
Meninas estou num nervo que não acreditam esses ultimos dois dias, é só encostar que estou dando chocke, o coitado do marido que leva a pior, estamos que nem gato e rato , chegou perto..
hummm começa a briga! E isso me deixa com a " BOCA SOLTA" como tudo que vejo pela frente...
Acho também que deva ser essa correria de entrega das encomendas , mais amanhã estará tudo em ordem afinal é dia de ver QUEM SERÁ A VENCEDORA DA LATA DA PÁSCOA!!!!
Entrei em um desafio do dia dos namorados...
Logo eu que falei sobre pressão na RA né??
Mais é que esse desafio é bacana, não nos restringe alimentos , então dá pra levar numa boa, pelo menos lá vou eu tentar né gente, pq morar com essa " DRAGA' dentro de mim que não dá mesmoooo.
Hoje vou deixar um testo que li e que me fez refletir sobre esses ultimos dias de minha vidinhaaaa, quem quiser ler sinta-se á vontade...
Beijos á todas, e continuem em passos firmes!!!


A GENTE SE ACOSTUMA
Marina Colassanti

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e não ver vista que não sejam as janelas ao redor. E porque não tem vista logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma e não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, se esquece do sol, se esquece do ar, esquece da amplidão.

A gente se acostuma a acordar sobressaltado porque está na hora. A tomar café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder tempo. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E não aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: “hoje não posso ir”. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisa tanto ser visto. 
A gente se acostuma a pagar por tudo o que se deseja e necessita. E a lutar para ganhar com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra. 
A gente se acostuma a andar nas ruas e ver cartazes. A abrir as revistas e ler artigos. A ligar a televisão e assistir comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos. 
A gente se acostuma à poluição, às salas fechadas de ar condicionado e ao cheiro de cigarros. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam à luz natural. Às bactérias de água potável. À contaminação da água do mar. À morte lenta dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinhos, a não ter galo de madrugada, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta por perto. 
A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta lá.
Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua o resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem muito sono atrasado.
A gente se acostuma a não falar na aspereza para preservar a pele. Se acostuma para evitar sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida.
Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma. 

7 comentários:

Daiana disse...

Amigaaaa...saudadesss...
Muita calma nessa hora! Que loucura toda e essa menina? para tudo! da uma relaxada!... e devolve a minha amiga agora kkkkk não desanima não em? Depois vc corre atras do preju mais não desista o que precisar estou aqui beijocas no coracao e já estou aguardando o sorteio rsrsr

Patinha Feia Nunca Mais disse...

Boa Tarde Amiga
Passando pra desejar uma maravilhosa terça de muita força e determinação.
Um grande beijo

♥♥♥ Meire ♥♥♥ disse...

Amiga, que correria heim? Mas muita calma nessa hora, tente se alimentar melhor para não prejudicar a saúde!! Bjs!!!

Bia disse...

Que texto mais que perfeito hein.
Estou como você querida, mas pense que vai melhorar!!
Bjs

VIVI - Vencendo a cada dia!!! disse...

Oie amiga

Calminha, tá bom!! Sei que engordar é horrível, mais acredite que vc pode mudar esse quadro!!
Além do mais, vc está com muitas encomendas e isso deve está atrapalhando o seu desempenho na R.A.
Mais não desanime, sabemos que vc é forte, tá bom!!

beijos e boa terça

Larissa Boaventura disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Larissa Boaventura disse...

eiii, calma mulher, não fique nervosa. vá com calma, e segura essa boca. hehe adorei o texto, beijoss.

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